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SANTA CASA COMEMORA 25 ANOS DO SERVIÇO DE TRANSPLANTE NO NORTE DE MINAS

O mês de março marca uma data importante para a saúde no norte de Minas Gerais. Em 1993 a Santa Casa de Montes Claros realizou o primeiro transplante renal na região. No mês em que o hospital comemora 25 anos do Serviço de Transplante, a unidade já contabiliza 744 procedimentos.


Referência na área de transplantes de fígado, córneas e rim, a Santa Casa de Montes Claros é o único hospital da região credenciado pelo Ministério da Saúde para a realização do procedimento. Desde quando o serviço passou a ser oferecido na cidade, inúmeras conquistas foram alcançadas. Uma delas foi a realização do primeiro transplante de fígado em 2011.


“O procedimento foi realizado no dia 22 de fevereiro totalmente pelo SUS. O fígado transplantado foi captado em Belo Horizonte e beneficiou um paciente de 35 anos. A iniciativa foi motivo de alegria para toda a equipe, pois o hospital foi o primeiro do interior de Minas Gerais a realizar o procedimento, que antes só é feito em Belo Horizonte”, explica o responsável pela do serviço de transplante de fígado, Luiz Fernando Veloso.


Outra marco importante foi a criação de uma unidade exclusiva para atendimento de pacientes transplantados, que conta com uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, nutricionistas e assistentes sociais. “Em 2013 o hospital inaugurou a Unidade de Transplantes João Paulo II, o que aumentou a capacidade da Santa Casa em relação a realização do procedimento. O local conta atualmente com 24 leitos”, explica o superintendente da instituição, Maurício Sérgio Sousa e Silva.


Em 2017 o hospital comemorou mais uma conquista. A realização do centésimo transplante de fígado. A paciente foi uma jovem de 21 anos, diagnosticada com hepatite autoimune e que estava na lista de espera pelo órgão há aproximadamente um ano. Na ocasião, o cirurgião Luiz Fernando Veloso explicou que um estudo realizado em Minas Gerais por Agnaldo Lima, autor do livro Fundamentos em Clínica Cirúrgica, no período compreendido entre os anos 2000 e 2010, relatou que “quando a única cidade do Estado a realizar transplantes de fígado era a capital, a taxa de encaminhamentos de pacientes para transplante variou entre 0,28 e 6,92 pacientes por milhão de habitantes por ano, segundo a região administrativa de residência dos pacientes; ou seja, a probabilidade de um paciente ser referenciado para o serviço de transplante de fígado variou até 24,7 vezes segundo a origem geográfica de quem precisava do procedimento”.


Conscientização


As campanhas de conscientização têm papel fundamental no esclarecimento da população, o que contribui efetivamente para o aumento no número de doações de órgãos. O provedor da Santa Casa de Montes Claros, Heli de Oliveira Penido ressalta a importância deste tipo de iniciativa. “Ao longo dos anos o hospital fomentou várias ações de conscientização. Em 2017 realizou a Primeira Caminhada Pela Vida. Devido ao sucesso do evento, para este ano, já estamos preparando a segunda edição, que será realizada em setembro, mês nacional da conscientização”, explica.


De acordo com dados da Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos (CNCDO), atualmente 334 pessoas aguardam por um órgão na região. Desse total, 308 pacientes esperam por um rim, 13 por um fígado e outros 13 por um transplante de córnea.






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