SOBRE O CÂNCER

 

O câncer tem origem no crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis já que se dividem rapidamente. Daí vem a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas da doença são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo. As causas externas estão ligadas ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.

 

Prevenção
A maioria dos casos de câncer está relacionada ao meio ambiente, no qual encontramos um grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos), o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).
Segundo estimativa da OMS (Organização Mundial de Saúde) em 2020 o câncer deve ser a principal causa de mortalidade da população. Hoje, a doença corresponde a 16% de todas as mortes no Brasil sendo superada apenas pelas doenças cardiovasculares. A prevenção do câncer é aplicável hoje a cerca de 40% de todos os tumores malignos. O tabagismo é causa primária de cerca de 30% de todos os tipos da doença como: pulmão, cabeça e pescoço, bexiga, esôfago, rim, pâncreas, cólon e reto, estômago, entre outros, o que representa 22% das mortes por câncer atualmente.

No Brasil 14,1% da população é tabagista, 18,8% é obesa e 51,7% tem sobrepeso com 48,6% sendo sedentária, todas sendo passíveis de atuação nas medidas de prevenção primária do câncer.
Confira algumas medidas de prevenção:
- Não fume;
- Reduza a exposição ao sol e use protetor solar;
- Procure orientações as vacinas contra HPV e Hepatite B;
- Reduza ou não consuma álcool;
- Evite o consumo excessivo de proteína animal, como por exemplo, as dietas para controle do sobrepeso e obesidade que estimulam esta prática;
- Aumente o consumo de frutas, legumes e fibras em geral;
- Pratique atividades físicas diariamente;
- Use preservativos nas relações sexuais (vírus e bactérias são responsáveis por vários casos de câncer).

 

Câncer de Mama
O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais prevalente entre as mulheres brasileiras. Se diagnosticado e tratado a tempo, o prognóstico é relativamente bom. No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos do diagnóstico pode chegar a 65%.

A doença é relativamente rara antes dos 35 anos, mas cresce rápida e progressivamente acima desta faixa etária. Estatísticas indicam aumento da incidência desse tipo de câncer tanto em países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. As medidas mais simples de prevenção primária são dietéticas e comportamentais. Deve-se evitar a obesidade, o sedentarismo, alimentos gordurosos e o consumo excessivo de álcool.
O auto exame das mamas, realizado pela própria paciente, mensalmente após a menstruação, identifica nódulos de dois a três centímetros, devendo ser estimulado para melhorar a consciência corporal e o auto conhecimento.
O exame de mamografia pode detectar lesões não palpáveis e deve ser realizado anualmente nas mulheres acima de 40 anos.

 

Câncer de Próstata
Por ano, são diagnosticados mais de 50.000 novos casos de câncer de próstata no Brasil. Este tipo da doença é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens e corresponde a cerca de 10% do total de cânceres.
É considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.
Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Em homens acima de 50 anos, pode-se realizar o exame de toque retal e dosagem de uma proteína do sangue (PSA), por meio de exame de sangue, para saber se existe um câncer de próstata sem sintomas. O toque retal e a dosagem de PSA não dizem se o indivíduo tem câncer, eles apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames.

O toque retal identifica outros problemas além do câncer de próstata e é mais sensível em homens com algum tipo de sintoma. O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Cerca de 75-80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.

Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata apresentam um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. A melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares.

Apenas para aqueles com histórico familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, recomenda-se a realização dos exames antes dos 45 anos. Entretanto, vale lembrar que somente o médico pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização desses exames.

 

Câncer de Colo e de Reto
O câncer colorretal é a terceira causa mais comum de câncer no mundo, em ambos os sexos, e a segunda causa mais comum de câncer nos países desenvolvidos. O fator de risco mais importante para esse tipo de câncer é a história familiar. Além da ocorrência de doenças crônicas do intestino (como as poliposes adenomatosas).
Uma dieta com base em gorduras animais, baixa ingestão de frutas, vegetais e cereais, assim como consumo excessivo de álcool e tabagismo são os principais fatores ambientais relacionados ao desenvolvimento da doença.
A idade também é considerada um fator de risco. A detecção precoce de pólipos adenomatosos colorretais (precursores do câncer de cólon ou de reto) e de cânceres localizados pode ser obtida através da pesquisa de sangue oculto nas fezes e por meio de métodos endoscópicos, como a colonoscopia.

 

Câncer de Pulmão
Com exceção do câncer de pele, o de pulmão é o mais freqüente em todo o mundo, com 1,3 milhão de novos casos diagnosticados a cada ano. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), atualmente estima-se o risco de 19 casos novos a cada 100 mil homens e 10 a cada 100 mil mulheres.

O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão, sendo responsável por nove entre dez ocorrências. Comparado com os não fumantes, os tabagistas possuem 20 a 30 vezes mais chances de desenvolver câncer de pulmão.

 

Câncer de Cabeça e Pescoço
A maior parte dos cânceres na região da cabeça e pescoço incide sobre a pele, boca, laringe, faringe ou tireóide. A maioria dos tumores malignos nessas regiões se desenvolve em fumantes.
Alguns aparecem em regiões visíveis (rosto e couro cabeludo) e outros não, como o caso da laringe. O diagnóstico precoce favorece o tratamento e aumenta as chances de cura. Se surgirem sinais como: sangramentos, manchas na bochecha e língua, feridas na boca por mais de 15 dias que não cicatrizam, ínguas, rouquidão, dor no ouvido ou dor na garganta por mais de três semanas, o médico deve ser procurado. Atualmente, o tratamento exige atuação de vários especialistas para que as funções como a fala, a audição e outros aspectos sofram o menor impacto possível.

 

Linfoma de Hodgkin
Os órgãos e tecidos que compõem o sistema linfático incluem linfonodos, timo, baço, amígdalas, medula óssea e tecidos linfáticos no intestino. A linfa, um líquido claro que banha estes tecidos, contém proteínas e células linfóides. Já os linfonodos (gânglios) são encontrados em todas as partes do corpo, principalmente no pescoço, virilha, axilas, pelve, abdome e tórax; produzem e armazenam leucócitos denominados linfócitos. Existem três tipos de linfócitos: os linfócitos B (ou células B), os linfócitos T (ou células T), e as células "natural killer" (células NK).

A Doença de Hodgkin surge quando um linfócito (mais freqüentemente um linfócito B) se transforma de uma célula normal em uma célula maligna, capaz de crescer descontroladamente e disseminar-se. A célula maligna começa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas (também chamadas de clones). Com o passar do tempo, estas células malignas podem se disseminar para tecidos adjacentes, e se não tratadas, podem atingir outras partes do corpo. Na Doença de Hodgkin, os tumores disseminam-se de um grupo de linfonodos para outros grupos de linfonodos através dos vasos linfáticos. O local mais comum de envolvimento é o tórax, região também denominada mediastino.

O Linfoma de Hodgkin, é uma forma de câncer que se origina nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo.
A doença pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo mais comum na idade adulta jovem, dos 15 aos 40 anos, atingindo maior freqüência entre 25 a 30 anos.

A incidência de novos casos permaneceu estável nas últimas cinco décadas, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 70 devido aos avanços no tratamento. A maioria dos pacientes com Linfoma de Hodgkin pode ser curada com o tratamento atual. A detecção precoce está relacionada à maior chance de cura.

Fonte: Inca

 

 

Câncer de Esôfago
No Brasil, o câncer de esôfago (tubo que liga a garganta ao estômago) figura entre os dez mais incidentes (6º entre os homens e 9º entre as mulheres). O tipo de câncer de esôfago mais frequente é o carcinoma epidermoide escamoso, responsável por 96% dos casos. Outro tipo, o adenocarcinoma, vem aumentando significativamente.

Segundo dados do Instituto do Câncer, INCA, a estimativa é de que em 2012 sejam diagnosticados 10.420 novos casos da doença sendo 770 homens e 2.650 mulheres. A prevenção é feita por meio de uma dieta rica em frutas e legumes, evitando-se o consumo frequente de bebidas muito quentes, alimentos defumados, bebidas alcoólicas e derivados do tabaco. Estão associadas à maior incidência desse tumor história pessoal de câncer de cabeça, pescoço ou pulmão; infecção pelo papiloma vírus humano – HPV, acalasia (falta de relaxamento do esfíncter entre o esôfago e o estômago), esôfago de Barrett (crescimento anormal de células do tipo colunar para dentro do esôfago), lesões cáusticas (queimaduras) no esôfago.

Fonte: Inca

 

Sarcomas Partes Moles
Os sarcomas de partes moles compõem um grupo heterogêneo de câncer com diferentes padrões morfológicos da linhagem mesenquimal, representando cerca de 1% das neoplasias malignas em adultos.
Uma outra condição rara em adultos é o sarcoma de partes moles originado da crista neural classificado como sarcoma de Ewing extra-ósseo, um integrante do grupo dos tumores neuroectodérmicos primitivos.
Apesar de apresentarem um pico de incidência na infância, os sarcomas de partes moles são mais comuns na idade adulta, especialmente em maiores de 50 anos.
A maioria dos sarcomas de partes moles localiza-se nas extremidades, seguidos em ordem de freqüência pela cavidade abdominal, retroperitônio, parede do tronco e cabeça e pescoço. A evolução dos sarcomas de partes moles pode ser predita por alguns fatores prognósticos bem definidos, como o grau, o tipo histológico e o tamanho do tumor. A presença das margens cirúrgicas comprometidas estão relacionadas com um pior prognóstico.

Atualmente, o tratamento dos sarcomas de partes moles é norteado pelo grau histológico e pela adequação das margens cirúrgicas. Os sarcomas de baixo grau são caracterizados por uma velocidade de crescimento menor, baixo risco de metástase a distância e longa sobrevida, restando como principal objetivo do tratamento o controle local. A base do tratamento dos sarcomas de baixo grau ainda é a ressecção com margens adequadas. Entretanto, têm-se buscado identificar pacientes com risco aumentado de recorrência e acrescentar novas estratégias que possam assegurar o controle local, como a radioterapia.
Fonte: Inca
 

Atendimento: segunda á sexta das 8h às 18h.

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